o holandês é....
um alemão com mto sotaque tentando falar inglês
uma sopa de letrinhas
bater os dedos em random no teclado
um disco girando ao contrário
a lógica "yoda" de construção de frases
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maar ik studie nederlands graag en ik vind nederlands leuk.
( espero q esteja certo)
14.7.09
26.6.09
18.6.09
do futuro
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hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe o que será.
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carlos drummond de andrade
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe o que será.
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carlos drummond de andrade
16.6.09
dos que andam e dos que não andam de bicicleta
amsterdam, começo dos anos 80. bem começo. antes de eu nascer, quandos meus pais eram só um casal estudando na europa, sem filhos e sem a mais vaga e remota idéia q um dia a sua filha mais velha viria a se mudar para a holanda.
na loja de bicicletas, tentando alugar uma para andar:
-ok, custa X dinheiros holandeses por hora, duas bicicletas, fecha às X horas e a gente tem q devolvê-las aqui.
-certo. aproveitem o passeio.
-certo? só isso?
-só. vcs precisam de mais alguma coisa?
-não... mas a gente não precisa deixar pago? vc não quer uma garantia? os passaportes? alguma coisa?
-não, não tem problema, não. qdo vcs devolverem, vcs pagam.
-ok. vc não se importa?
-meu pai, sabe, sempre dizia pra mim: "no mundo, a gente pode confiar na maioria das pessoas. e as que não são de confiança, não andam de bicicleta"
meus pais passearam, devolveram, pagaram. eles andam de bicicleta.
.
essa história eu escuto desde q me lembro. desde q era pequena e ingênua. e levo comigo até ser grande, crescida e ingênua. a primeira opção é confiar nas pessoas pq, a maioria, merece. primeiro, a gente dá a mão. a bicicleta. a ajuda. a confiaça.
quantas pessoas não devem ter pago o aluguel? quantas não devem ter devolvido a bicicleta? não muitas, certo? ingenuidade tb tem limite e não é ser mané. se não devolvessem, eles faliam e nada de alugar bicicletas. mas, pelo jeito, o negócio ia bem e passou de pai pra filho.
.
mas o que levo pra mim é que será q quem não devolve a bicicleta pode tirar o gosto de se viver num mundo honesto? claro que tem gente que não presta e quer levar vantagem em tudo, sabe? eu mesma conheço alguns pares destes tipos. mas não é melhor tomar por princípio que vc não vai topar com muitos desta estirpe*?
e q, principalmente, pessoas assim não devem ter o direito de estragar a vida de boas pessoas?
não é tão mais leve levar a vida assim?
.
parece bem ingênuo. bem ideal. e bem irreal. mas não parece impossível.
não é assim que se começa um mundo melhor?
.
esta história me veio à cabeça de novo enquanto eu estava vendo este documentário, que fala sobre as redes sociais da internet.
* estirpe: muito boa palavra, eu gosto. é de um dramalhão...
na loja de bicicletas, tentando alugar uma para andar:
-ok, custa X dinheiros holandeses por hora, duas bicicletas, fecha às X horas e a gente tem q devolvê-las aqui.
-certo. aproveitem o passeio.
-certo? só isso?
-só. vcs precisam de mais alguma coisa?
-não... mas a gente não precisa deixar pago? vc não quer uma garantia? os passaportes? alguma coisa?
-não, não tem problema, não. qdo vcs devolverem, vcs pagam.
-ok. vc não se importa?
-meu pai, sabe, sempre dizia pra mim: "no mundo, a gente pode confiar na maioria das pessoas. e as que não são de confiança, não andam de bicicleta"
meus pais passearam, devolveram, pagaram. eles andam de bicicleta.
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essa história eu escuto desde q me lembro. desde q era pequena e ingênua. e levo comigo até ser grande, crescida e ingênua. a primeira opção é confiar nas pessoas pq, a maioria, merece. primeiro, a gente dá a mão. a bicicleta. a ajuda. a confiaça.
quantas pessoas não devem ter pago o aluguel? quantas não devem ter devolvido a bicicleta? não muitas, certo? ingenuidade tb tem limite e não é ser mané. se não devolvessem, eles faliam e nada de alugar bicicletas. mas, pelo jeito, o negócio ia bem e passou de pai pra filho.
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mas o que levo pra mim é que será q quem não devolve a bicicleta pode tirar o gosto de se viver num mundo honesto? claro que tem gente que não presta e quer levar vantagem em tudo, sabe? eu mesma conheço alguns pares destes tipos. mas não é melhor tomar por princípio que vc não vai topar com muitos desta estirpe*?
e q, principalmente, pessoas assim não devem ter o direito de estragar a vida de boas pessoas?
não é tão mais leve levar a vida assim?
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parece bem ingênuo. bem ideal. e bem irreal. mas não parece impossível.
não é assim que se começa um mundo melhor?
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esta história me veio à cabeça de novo enquanto eu estava vendo este documentário, que fala sobre as redes sociais da internet.
* estirpe: muito boa palavra, eu gosto. é de um dramalhão...
15.6.09
do amor
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-I fell in love with your father because of the way he told a joke.
- that doesn't always work
-my point is: it's pretty arbitrary
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the hottest state
-I fell in love with your father because of the way he told a joke.
- that doesn't always work
-my point is: it's pretty arbitrary
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the hottest state
2.6.09
da caixinha de surpresas
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A vida é mata-mata. Apenas para os bem-nascidos e bem planejados a vida é de pontos corridos.
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Xico Sá
A vida é mata-mata. Apenas para os bem-nascidos e bem planejados a vida é de pontos corridos.
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Xico Sá
25.5.09
da coisa fofa
- ai que coisa fofffaaaaaaaa
- oi, fofuuuuxoooo
- blublublublbbu
- é lindinho!
- ooiiiiiiiiii! oooiiiiiiiii!!!
.
detrás do balcão, que tapava a minha visão do objeto de afeto de todas as presentes, eu só via a responsável por trazer a incrível fofura-cuti cuti-coisa meiga para a loja. todas as demais vendedoras estavam devidamente agachadas e fazendo vozes debilóides falando com algo mto baixinho. e mtooo fofooooo!!!!, pelo jeito.
como não parava nunca o festival de oioioioio-que lindiiiinhooo, eu perguntei pra minha mãe, que conseguia vencer a barreira visual:
-mãe, essa criança é tão linda assim mesmo?
-não é um bebê, é um cachorro.
.
estado de choque
.
sempre que isso ocorre eu imagino cachorros selvagens no seu estado mais natural e primitivo como animais que são, correndo soltos pela mata e caçando o seu jantar.
e aí eu vejo um poodle num carrinho de bebê e gente falando com um bicho como se fosse gente.
- oi, fofuuuuxoooo
- blublublublbbu
- é lindinho!
- ooiiiiiiiiii! oooiiiiiiiii!!!
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detrás do balcão, que tapava a minha visão do objeto de afeto de todas as presentes, eu só via a responsável por trazer a incrível fofura-cuti cuti-coisa meiga para a loja. todas as demais vendedoras estavam devidamente agachadas e fazendo vozes debilóides falando com algo mto baixinho. e mtooo fofooooo!!!!, pelo jeito.
como não parava nunca o festival de oioioioio-que lindiiiinhooo, eu perguntei pra minha mãe, que conseguia vencer a barreira visual:
-mãe, essa criança é tão linda assim mesmo?
-não é um bebê, é um cachorro.
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estado de choque
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sempre que isso ocorre eu imagino cachorros selvagens no seu estado mais natural e primitivo como animais que são, correndo soltos pela mata e caçando o seu jantar.
e aí eu vejo um poodle num carrinho de bebê e gente falando com um bicho como se fosse gente.
24.5.09
19.5.09
da pasmaceira
sem nada pra dizer, falar, fazer, pensar, querer, desenhar, colorir e ver.
que tédio.
parece que meu cérebro saiu de férias qdo eu mais precisava dele: qdo posso fazer o que quero.
que golpe baixo.
que tédio.
parece que meu cérebro saiu de férias qdo eu mais precisava dele: qdo posso fazer o que quero.
que golpe baixo.
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