15.5.07

das linhas tortas

de repente uma idéia aparece. um relance cerebral. depois tem outra. q não necessariamente tenha que vir depois da primeira. talvez falte algo no meio. frases prontas que eu tenho que colocar na ordem. ordem que eu não tenho qdo eu penso nas coisas. quando eu penso em folhas secas. quando um grande cordão vai puxando a próxima idéia. quando eu não tenho a menor idéia de como este texto vá acabar. eu acabei de apagar uma frase aqui. e de fazer uma pausa. eu nem sei o que eu vou dizer, mas as palavras vão aparecendo. liberte-se. lembra de quando vc era tímida? no que deu isto? em nada,né? então, não se reprima. como os menudos. não se reprima / não se reprima. eu nem lembro direito deles. desta época. era mto pequena. mas meu avó se lembrava de mim cantando. então, a memória que eu tenho é do meu avó cantando menudo. o que é muito bizarro. e bem divertido. eu lembro dele na praia também. em cima da escada. numa casona que agora virou um hotel esquisito. que, só eu sei disto, tem três bonecos dos comandos em ação enterrados onde, hoje, é o banheiro masculino. eu sei pq fui eu q enterrei. só não sei exatamente onde estão os bonecos do meu irmão. se ele soubesse onde era aposto q a gente teria brigado uma vez a menos na vida. mas faz tempo q a gente não briga, na verdade. eu reli um pedaço e reparei que tem um monte de palavra que eu repito diariamente: bizarro. cafona. elaia. meu. mano. parecem meio pessimistas. mas acho q eu tenho um vocabulário melhor para as coisas boas. ou eu quero achar isto. hum, pollyana!

Um comentário:

vento disse...

olha o que o sêo manoel diz sobre isso: "Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria." bom, né? mais esta: "Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos" e mais esta: "Uma palavra abriu o roupão para mim. Ela deseja que eu a seja." : ) prá você, que gosta do manoel e que me lembra do manoel quando escreve.